2017-02-24 - A Europa de hoje e de amanhã


Presidente Juncker discursando no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica de Louvain-la-Neuve intitulado «A Europa de hoje e de amanhã» ©UE
O Presidente Juncker proferiu ontem um discurso no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica de Louvain-la-Neuve intitulado «A Europa de hoje e de amanhã». A constatação de que o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, retira da história da integração europeia é que «a Europa não é um dado adquirido. A Europa foi e a Europa continuará a ser uma opção».

O Presidente da Comissão Europeia referiu o período de paz que se vive na Europa, lembrando todavia os cerca de 60 conflitos armados em todo o mundo e apelou para que sejam recordados outros sucessos da Europa. Juncker referiu como exemplos o alargamento da União Europeia aos países da Europa Central e de Leste, a concretização do mercado interno que pôs fim à «fragmentação artificial entre economias que se assemelhavam mas que não eram as mesmas», e a moeda única, «um velho sonho europeu, cujo rascunho já se encontrava, ainda sem nome, no Tratado de Roma)».

Abordando um dos momentos mais difíceis no processo de integração europeia, o chamado Brexit, o Presidente Juncker disse: «Considero uma tragédia o facto de o povo britânico ter virado as costas – por uma curta maioria, mas ainda assim, na sua maioria – à construção europeia. Em muitos dos nossos países já se considera normal, evidente, que os britânicos daqui em diante deixarão de fazer parte do grande conjunto europeu. É uma tragédia.»

Em relação ao futuro da Europa, o Presidente Juncker afirmou que: «... chegou a hora de juntarmos as nossas forças para as reforçar e para caminharmos lado a lado em direção a um caminho incerto porque falamos hoje mais de defesa do que da luta contra a fome: 1,5 milhões de homens e mulheres e 25 000 crianças que morrem de fome todos os dias.»

O presidente terminou deixando a mensagem de que «não devemos, tendo em conta a História e os desafios que nos esperam, baixar os braços. Precisamos de determinação e paciência para com a própria Europa. Mas precisamos também de determinação e de paciência para fazer da Europa, quase nem ouso dizê-lo, um modelo para o mundo e dar razão aos que esperam que a Europa seja melhor que os outros. Não há grandes trajetos nem ambições sem paciência e sem determinação».

O discurso integral em francês está disponível neste sítio Web http://europa.eu/rapid/press-release_SPEECH-17-341_fr.

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