2017-02-02 - Transição energética na Europa está no bom caminho para atingir os objetivos em 2020


O segundo relatório sobre o estado da União da Energia, apresentado pela Comissão Europeia, revela que a modernização da economia da União Europeia e a transição para uma era hipocarbónica são uma realidade. Para impulsionar ainda mais este processo, a Comissão anunciou uma nova fase da União da Energia.

Wed, 02/01/2017
Desde a publicação do primeiro Estado da União da Energia, em novembro de 2015, foram prosseguidas e reforçadas várias tendências na transição da UE para uma economia hipocarbónica.

A Comissão vai proceder a uma análise aprofundada das políticas dos Estados-Membros, durante esta nova fase da União da Energia, ao longo de 2017.

Para a União da Energia, 2016 foi o ano de realização, no qual a visão da Estratégia-Quadro para a União da Energia se traduziu em iniciativas legislativas e não legislativas concretas, destacando-se o pacote «Energia Limpa para todos os Europeus», apresentado em 30 de novembro de 2016. Já atingiu o seu objetivo de consumo final de energia em 2020.

O mesmo é válido para as emissões de gases com efeito de estufa: em 2015, as emissões de gases com efeitos de estufa cifraram-se 22 % abaixo do nível registado em 1990.

A UE está também no bom caminho no setor das energias renováveis, em que — com base nos dados de 2014 — a quota das energias renováveis atingiu 16 % do consumo final bruto de energia da UE.

Outra tendência importante é a União Europeia continuar a dissociar o seu crescimento económico das suas emissões de gases com efeito de estufa. Durante o período de 1990– 2015, o produto interno bruto (PIB) combinado da UE aumentou 50 %, enquanto as emissões diminuíram 22 %.

Na sequência da celebração do Acordo de Paris em dezembro de 2015, foi a rápida ratificação pela UE que permitiu a entrada em vigor do primeiro acordo universal e juridicamente vinculativo sobre o clima, em 4 de novembro de 2016.

Numa conjuntura geopolítica em rápida mutação, o êxito da União da Energia é crucial para proteger os interesses económicos a longo prazo e o bem-estar da Europa e dos europeus. É por isso que o trabalho relativo à União da Energia nos últimos meses incluiu uma incidência reforçada na diplomacia da energia, destinada a reforçar a segurança do aprovisionamento energético da UE, aumentar as exportações de soluções tecnológicas hipocarbónicas e estimular a competitividade industrial da Europa.

Em 2016, a Comissão apresentou também uma Estratégia Europeia para a mobilidade com baixas emissões, com uma ambição clara: até meados do século, as emissões de gases com efeito de estufa provenientes dos transportes devem ser, pelo menos, 60 % inferiores às de 1990 e estar seguramente a caminho de se tornarem nulas, assegurando, ao mesmo tempo, as necessidades de mobilidade de pessoas e bens, bem como a conectividade à escala mundial.

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