2017-08-04 - Uma primavera europeia? Otimismo crescente


Um ano após o referendo no Reino Unido, uma maioria crescente dos cidadãos da UE está otimista quanto ao futuro da União Europeia de acordo com o último Eurobarómetro Standard.


Também o número de europeus que se mostra otimista quanto ao estado da sua economia nacional está próximo da maioria.

A confiança na União Europeia está a aumentar, tendo atingido o seu nível mais elevado desde 2010, ao passo que o apoio ao euro regista os melhores resultados desde 2004.

Por último, em 11 países não pertencentes à UE, a maioria dos inquiridos, auscultados pela primeira vez, afirma ter uma opinião positiva sobre a UE.

Estes são alguns dos principais resultados do último inquérito Eurobarómetro Standard publicado, juntamente com o inquérito Flash Eurobarómetro que contém opiniões recolhidas no exterior da UE sobre o futuro da Europa (Future of Europe – Views outside the EU).

- Otimismo quanto ao futuro da União Europeia e ao estado das economias nacionais

O futuro da União Europeia: a maioria dos europeus está otimista e a sua confiança nas instituições da UE está a aumentar

Uma maioria dos cidadãos europeus (56 %) mostra-se otimista quanto ao futuro da UE — um aumento de seis pontos percentuais em relação ao outono de 2016. Os aumentos mais significativos podem ser observados em França (55 %, +14 pontos percentuais desde o último outono), na Dinamarca (70 %, +13) e em Portugal (64 %, +10).

A confiança na EU continua a aumentar, elevando-se a 42 % (contra 36 % no outono de 2016 e 32 % no outono de 2015). O maior aumento foi registado em França (41 %, +15 pontos), na Dinamarca (56 %, +11) e na Estónia (55 %, +11). Registou também um aumento de 10 pontos na Alemanha, tendo atingido 47 %.

Tal como nos dois anteriores inquéritos da primavera e do outono de 2016, os níveis de confiança nos parlamentos nacionais e nos governos também aumentaram para 36 % e 37 % respetivamente, mas continuam a ser inferiores aos níveis de confiança na UE.

40 % dos cidadãos europeus têm uma imagem positiva da UE (+5 pontos desde o outono de 2016), tendo o número de inquiridos com uma imagem positiva aumentado em 24 Estados-Membros, sobretudo em França (40 %, +11 pontos), na Dinamarca (42 %, +10) e no Luxemburgo (57 %, +10).

Por último, 68 % dos cidadãos europeus sentem que são cidadãos da UE – o nível mais elevado jamais alcançado relativamente a este indicador.

Para a economia: sentimentos mais positivos e forte apoio ao euro
Quase metade dos cidadãos europeus considera que o estado atual da economia do seu país é «bom» (46 %, +5 pontos percentuais desde o outono de 2016). Esta proporção aumentou de forma significativa nos últimos anos (+20 pontos desde a primavera de 2013; +26 pontos desde a primavera de 2009).

Embora continuem a existir grandes diferenças entre os Estados-Membros, as avaliações positivas do estado da economia a nível nacional estão a ganhar terreno em 22 Estados-Membros, em especial na Finlândia (59 %, +19 pontos), em Portugal (33 %, +18), na Bélgica (60 %, +11) e na Hungria (41 %, +11).

Na área do euro, cerca de três quartos dos inquiridos apoiam o euro (73 %, +3 pontos); este é o resultado mais elevado alcançado desde o outono de 2004. 80 % ou mais dos inquiridos apoiam o euro em seis países: Eslováquia, Alemanha, Estónia, Irlanda, Eslovénia e Luxemburgo.



II - Pela primeira vez, o terrorismo é visto como o principal desafio que a UE enfrenta


O terrorismo está agora no topo dos problemas referidos pelos cidadãos quando se fala dos desafios que a UE enfrenta atualmente (44 %, +12 pontos percentuais desde o outono de 2016). A imigração, que tem sido uma preocupação fundamental desde a primavera de 2015, é agora o segundo desafio mais frequentemente referido (38 %, -7 pontos). Aparece claramente à frente da situação económica (18 %, -2), do estado das finanças públicas dos Estados-Membros (17 %, -1), e do desemprego (15 %, -2). O terrorismo é a preocupação número um na UE em 21 Estados-Membros, ao passo que esse era apenas o caso num país no outono de 2016. O terrorismo e a imigração são referidos como os principais desafios em todos os países, com exceção de Portugal e da Suécia.

A nível nacional, as principais preocupações continuam a ser o desemprego (29 %, -2) e a imigração (22 %, -4), embora ambas estejam a diminuir. A saúde e segurança social estão agora em terceiro lugar (20 %, +2), seguidas pelo terrorismo, cujo aumento é visível (19 %, +5). A situação económica, que era a principal preocupação a nível nacional no outono de 2011, vem atualmente em quinto lugar (16 %, -3).



III - O inquérito Future of Europe – Views outside the EU


Pela primeira vez, o inquérito Eurobarómetro avaliou a imagem da União Europeia em onze países terceiros[1]. Estes países representam 49 % da população mundial e 61 % do PIB mundial. Nos três países mais populosos (China, Índia, EUA) em que se realizou o inquérito, pelo menos três quartos dos inquiridos têm uma opinião positiva sobre a UE.

Na maior parte dos países abrangidos pelo inquérito, os inquiridos têm uma opinião positiva sobre a UE: 94 % no Brasil, 84 % na China, 83 % na Índia, 76 % no Japão, 79 % no Canadá, 75 % nos EUA, 67 % na Austrália e 54 % na Turquia. Ao mesmo tempo, os inquiridos nos países mais próximos da UE (Rússia, Noruega e Suíça) tendem a ter uma mistura de sentimentos (entre 43 % e 46 % têm uma opinião positiva sobre a UE).

O inquérito mostra também que, nos países inquiridos, a UE é, de um modo geral, considerada como «um lugar de estabilidade num mundo conturbado» — mas registam-se importantes diferenças, com 82 % a pensar desta forma na Índia contra 49 % na Turquia — não sendo este o caso na Rússia, onde apenas 33 % partilham deste ponto de vista e 61 % pensam o contrário.

[1]A Austrália, o Brasil, o Canadá, a China, a Índia, o Japão, a Noruega, a Rússia, a Suíça, a Turquia e os Estados Unidos da América

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