2017-08-14 - Crise estalou há 10 anos: recuperação está de volta graças a medidas rigorosas da UE


Crise estalou há 10 anos: recuperação está de volta graças a medidas rigorosas da UE

A crise financeira mundial começou há 10 anos e trouxe à União Europeia a pior recessão das suas seis décadas de história. A crise não começou na Europa, mas as instituições e os Estados-Membros da UE tiveram de reagir com determinação para atenuar os seus efeitos e suprir as deficiências da criação da União Económica e Monetária. As medidas rigorosas deram resultado: neste momento, a economia da UE está em crescimento pelo quinto ano consecutivo. O desemprego encontra-se no nível mais baixo desde 2008, os bancos estão mais fortes, o investimento está a aumentar e as finanças públicas estão em melhores condições. Os desenvolvimentos económicos mais recentes são encorajadores, mas há ainda muito a fazer para apagar o rasto dos anos de crise. A Comissão Europeia está plenamente mobilizada para cumprir a sua agenda para o emprego, o crescimento e a justiça social.
O Vice-Presidente Valdis Dombrovskis, responsável pelo euro e pelo diálogo social, declarou: «Graças à resposta política determinada à crise, a economia da UE está agora em recuperação firme e a União Económica e Monetária mais sólida do que antes. É preciso aproveitar esta evolução, concluir a união financeira, reformar as nossas economias para promover a convergência, a inclusão e a resiliência, e manter a sustentabilidade das finanças públicas. Ao fazê-lo, temos de manter uma abordagem equilibrada, na qual a redução e a partilha dos riscos sejam indissociáveis e a unidade do mercado único seja preservada.»
O Comissário Pierre Moscovici, responsável pelos assuntos económicos e financeiros, fiscalidade e União Aduaneira, afirmou: «Dez anos após o início da crise mundial, a recuperação da economia europeia confirmou-se e tem vindo a aumentar. Temos de aproveitar esta dinâmica positiva para concluir a reforma da nossa União Económica e Monetária. Nem todos os legados do passado se corrigem automaticamente. Temos assistido ao aparecimento de maiores divergências sociais e económicas dentro dos Estados-Membros e entre eles. É essencial que o nosso trabalho futuro contribua para a convergência real e sustentada das nossas economias.»
Há dez anos, a 9 de agosto de 2007, o BNP Paribas foi o primeiro grande banco a reconhecer os efeitos da sua exposição aos mercados de crédito hipotecário de alto risco (sub-prime) nos Estados Unidos, tendo congelado os fundos expostos. Nos anos que se seguiram, a crise financeira inicial tornou-se uma crise bancária e uma crise da dívida soberana, que rapidamente atingiram a economia real. A União Europeia caiu na pior recessão da sua história, que deixou marcas profundas nos cidadãos, empresas e economias dos Estados-Membros.
Nesta adversidade, as instituições e os Estados-Membros da UE tomaram decisões políticas sólidas para conter a crise, preservar a integridade do euro e evitar efeitos ainda piores. A UE tomou medidas para regular o setor financeiro e melhorar a governação económica, para promover novos quadros institucionais e jurídicos comuns, para criar um sistema de proteção da área do euro, para apoiar os países com problemas financeiros, para melhorar as finanças públicas dos Estados-Membros, para prosseguir reformas estruturais e estimular o investimento, para combater o desemprego dos jovens, para melhorar a supervisão do setor bancário, para aumentar a capacidade de reação das instituições aos futuros desafios e para estabelecer formas de melhor gerir e evitar as eventuais crises.
Devido a essas medidas, a União Económica e Monetária da Europa foi substancialmente reformulada e a economia europeia – nomeadamente a economia da área do euro – voltou a estar em forma. A retoma na Europa é duradoura e o desemprego tem diminuído com regularidade. O número de Estados-Membros que integram a área do euro passou de 12 para 19 e, atualmente, esta é a segunda moeda mais importante a nível mundial. Dos oito Estados-Membros da UE que obtiveram apoio financeiro, apenas a Grécia se encontra ainda sujeita a um programa, mas deve poder sair dele em meados de 2018. Apenas três Estados-Membros estão neste momento sujeitos à vertente corretiva do Pacto de Estabilidade e Crescimento, conhecido por procedimento dos défices excessivos; no auge da crise, havia 24 Estados-Membros nesta situação. O Plano Juncker, ou o Plano de Investimento para a Europa, lançado em novembro de 2014, deverá mobilizar mais de 225 mil milhões de EUR em todos os Estados-Membros, 72 % dos 315 mil milhões originalmente previstos.
Apesar de consideravelmente mais robusta, a UEM continua incompleta e o euro está ainda a dar os primeiros passos. Do Relatório dos Cinco Presidentes, de junho de 2015, ao documento de reflexão sobre o aprofundamento da União Económica e Monetária, de maio de 2017, muitas iniciativas foram tomadas nos últimos anos para retirar ensinamentos da crise e preparar ainda melhor a UE para os desafios do futuro.
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